quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

PORRA RUI, PORRA!

Nunca pensei que um PASTEL DE NATA me desse tanta volta ao estômago. Já me irritei, outra vez. Isto faz-me mal. Não sabes? Pára, estúpido.
Pus-me a pensar melhor no que aconteceu dia 28 e cheguei a esta conclusão: PARA QUE É QUE ME PEDIS-TE UM BEIJO? DIZ-ME! PARA QUÊ? Eu sou tão tua amiga. Sei de quem gostas. Dizes-me que precisas de mim para te ajudar a conquistar a rapariga. Já falei com ela! Já me disses-te que sou das tuas melhores amigas (mas isto não quer dizer nada). PARA QUÊ, RUI? Não percebo. A sério. Será porque querias ver o que fazia? Será porque tinhas a certeza que não avançava? A verdade é que avancei. E já quase a tocar nos teus lábios recuei. "NÃO!", foi o que disse. Foi o mais correcto, sem dúvida. Mas também te disse "Os amigos não dão beijos na boca." e tu disses-te "DÃO SIM!", já de trombas. Estavas a gozar comigo? MAS E SE EU NÃO RECUASSE? Eu digo-te que as coisas não ficavam iguais. Porque a minha cabeça começava a trabalhar a turbo e enchia-se de porcaria e queria que esclarecesses as coisas. Mas tu? Tu achavas graça e mantinhas tudo, como se nada fosse. Porque tu és assim. Porque sabes que eu sinto qualquer coisinha. Queres experimentar-me. E eu digo-te, se não soubesse da rapariga, eu beijava-te. Ai beijava, beijava! És tão, tão, tão sei lá o quê. Fizeste-me dizer que gostava de ti. Com esta porcaria. Mais uma vez. Merecias uma chapadona! Mas olha, já me estou a rir. Foste porco. Na verdade eu não quero que pares. Porque eu gosto de ti assim. PORQUÊ? AI !! Isto ficou-me a remoer e tu se for preciso já nem te lembras.
Como o André diz - "Somos adolescentes, Inês!"

Estás a vir?

8 DIAS

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

BORA !

Hoje, aqui e agora começo a minha contagem decrescente para a Jess voltar:

10 DIAS

Pipocas a fazer, ou feitas e queimadas? | Mushy&

Matei saudades, sim matei. Estava cheia delas (saudades?) e agora estou aos pulinhos por dentro. Foi bom, foi muito bom. Ele é TÃÃÃOOO especial, meu deus (oqei, estou a derreter, já chega)! Posso contar-vos um segredo? Juram que não espalham por ninguém? Ele pediu-me um beijo no cinema. Mas estava a gozar, eu sei que estava a gozar. Eu não dei. Adorava que ele não estivesse a gozar.
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PARABÉÉÉNNSSS ANDRÉ ! Felicidades e coise, festas. Adoro-te imenso. (não tenho jeito para estas coisas T_T)

domingo, 27 de dezembro de 2009

AAIIIII (achei que as coisas acerca dele estavam encerradaas)!

Amanhã vou estar com o meu pastel de nata. Ele quer sentar-se ao meu lado no cinema. Vai ser bom (sabes o que este bom significa?).



[Inês, cala-te. Aquilo vai ser o aniversário do André! Mas ele sabe que vou porque o adoro muito.]

As minhas 12 badaladas.

Quero passar o ano contigo. Com elas e com eles também. Quero passar o ano com vocês. Quero ir para a praia e quando derem as 12 badaladas mergulho vestida no mar. Será a minha primeira e fantástica sensação de 2010. Assim fico já de cabeça fresca para um bom ano. Mas para mudar as coisas encho-me de areia, rio, rebolo e mergulho outra vez. E vocês estão sempre comigo. Abraçamo-nos encharcados e a chorar de tanto rir. Depois vem a chuva juntar-se á festa. Até que acabamos por adormecer mesmo na areia e no outro dia começamos juntos um novo ano.
Se não for na praia pode ser na neve. Agasalhados e gelados. Mandamos neve uns aos outros até as mãos, de tão geladas, não aguentarem mais. Corremos, rebolamos e caímos. Deixamos a marca do nosso corpo na neve, fazendo um anjo. E só conseguimos sentir algum calor quando nus juntarmos todos para um abraço. Abrimos uma garrafa de champanhe e fazemos o nosso próprio fogo de artifício.
Agora mudando a temperatura, em casa também não era mau pensado. Mas na mesma com vocês. Preparamos tudo ao nosso gosto, enchemos uma mesa de comer e bebidas. Acendemos a lareira, cantamos, dançamos e recordamos momentos de riso do ano já quase passado. Á meia-noite, depois de já comidas as passas (sinceramente odeio passas e depois de as comer meto-me na casa de banho) e pedidos os 12 desejos saltamos das cadeiras. A garrafas de champanhe disparam. Brindamos. Eu dou-te a mão e vemos o fogo de artifício da varanda. Digo-te ao ouvido o quando és importante e beijo-te (na bochecha :c). Sorrio-te e tu percebes o sorriso. Continuamos a festa, aquele foi o nosso momento. Viriam muitos mais.
Não posso. Não posso passar o ano com vocês. Nem com a minha família. Essa eu não quero mesmo, porque estão todos separados. Por isso quero passar o ano sozinha. Quero ir para um sítio onde ninguém me encontre. Mesmo que chova a noite toda, eu estarei bem. Estou comigo. Revivo tudo o que passei em 2009, choro até, se me der vontade. De alegria e tristeza. Quando achar que sim, volto para casa. Mais!, se tivesse idade ia para outro país. Passaria o ano com pessoas que nunca vi na minha vida e faria coisas que nunca fiz. Aproveitava tudo.
Também não posso passar sozinha, por isso, deito-me no meu sofá, agradeço a Deus o ano maravilhoso que me deu e durmo. No dia seguinte estarei sozinha, mas com a certeza de que todos vocês estão comigo. Mais um ano!

(eu ando sem inspiração, por isso não escrevo nada de jeito, mas escrevo)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

o nosso Natal

Obrigado Mãe. Obrigado por fazeres esse ESFORÇO enorme para me dar um Natal feliz. Mostras-me que não precisamos de ter uma mesa cheia, não precisamos de presentes, nem de ter a família toda reunida. Nós as três, com pouca coisa e MUITO amor temos um Natal muito, muito FELIZ!
Não temos tudo o que tínhamos, mas o estarmos juntas vale mais que tudo o que já passámos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

puff

ONTEM:

- Amo-te muito, és a razão do meu viver.

- Estarei sempre ao teu lado para tudo.

- Conta comigo para estar ao teu lado o resto da vida.

- ÉS TUDO.

- Só tu me fazes feliz.

- ÉS A MINHA VIDA .

- Não sei viver sem ti.

- Eu e tu para sempre (LL)


(…)



HOJE:

- Acabou tudo.

- Então, mas chatearam-se ou assim?

- Acabou porque teve que acabar. Ou melhor, desapareceu.

- E estás bem?


- É bom ter os olhos abertos, não é?


- É. Mas porquê? Que pergunta mais parva.

- Então, eu abri-os. Finalmente. Agora estou bem melhor.

- Então não percebo tudo o que dizias! Vocês pareciam tão...não sei, inseparáveis. Pareciam ter uma coisa tão perfeita. Pareciam ter construído uma coisa tão segura e vossa.

-PUFFF! Um dia perceberás porquê. Esquece, porque eu também esqueci.

Leite Ucal

Hoje faltam 18 dias para voltares. Estou farta. FARTA! Farta de fazer contagens decrescentes para voltares e ires embora de novo. Farta de te ver diminuir ao pé dessas pessoas que chamam família. Pessoas malucas e doentes, que não sabem viver nem te deixam ser feliz. Acredita que se eu pudesse vinhas viver comigo. Porque comigo tinha a certeza que serias feliz. Tinhas uma vida. Tinhas pessoas que te amavam e davam valor. E podias esquecer todo o medo de um dia ter de partir outra vez. Porque ficarias comigo, e para sempre. Não sei como tens aguentado essa vida. Admiro-te. Tens-te mantido firme, com imensa força. Não sei onde a vais buscar, mas que a tens, tens. Talvez ela venha um bocadinho de nós. Sei que tens a certeza que estamos contigo todos os dias da tua vida. A distância que nus separa fisicamente, não é nem metade do tamanho da nossa amizade. E é isso que te faz continuar a sorrir. "Eu acho que a minha mãe quer voltar. Pela conversa dela...", a tua esperança sempre no auge faz-te aguentar mais um dia, e outro, e outro. Se parte de nós passasse o que tu passas não piava tão alto. Ás vezes gostava de me pôr no teu lugar. Este ano queria passar o Natal contigo. Queria ter-te AQUI. Porque para mim o dia de Natal já não é um dia muito feliz. Traz-me más recordações. Tenho a certeza que se estivesses comigo esqueceria isso. Não precisávamos de prendas na árvore, nem de montes comida sobre a mesa. Ficávamos em frente á lareira, juntas, e entre risos e parvoíces passávamos a noite. Mas não é possível. Porque tens que estar AÍ, a fazer o que não gostas. Com pessoas que te atormentam a cabeça todos os dias. Quase te obrigam a mostrar boa cara. É tão injusto o que fazem contigo. Eu já te disse, quando tiveres idade, FOGE. Livra-te disso e faz a tua vida. Porque eu acredito que podes vir a ser alguém. Alguém maior que essas pessoas todas. Alguém MUITO feliz. E irás mostrar-lhes que consegues mais que aquilo que elas pensam. És melhor que elas todas juntas. Prometo-te que ficarei contigo até quando a vida permitir. Estarei sempre aqui para te receber e a porta da minha casa estará sempre aberta. Nada muda. Por mais tempo que passe, sempre que te vir, vou pular para o teu colo. Dar-te o maior abraço do mundo. Gritar para dizer ao mundo inteiro que estou contigo de novo. Sempre que voltares vais deixar-me uma camisola tua, até chegar ao dia que ficas com o guarda-roupa vazio. Vou olhar-te nos olhos e dar-te os beijinhos que odeias. Dizer que estás diferente (fisicamente). Estás mais homem. Vais dormir na minha casa e levar com a minha mãe o tempo todo a falar em peidos e cagalhões (sim, a minha mãe não é normal). Hoje estou farta disto tudo, mas amanhã estarei aliviada. Porque esta história tem um final feliz. Se tu tens esperado sempre, porque é que eu não hei-de saber esperar? Eu espero. Vou ter calma, até me dizeres "A MINHA MÃE QUER VOLTAR PARA PORTUGAL."


Depois de 2 dias contigo em Janeiro, vou preparar-me para te dizer adeus (de novo). Até não sei quando.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

cabeça vs coração

Sintomas:
-ansiedade para falar com ele;
-sonhar com ele todos os dias;
-borboletas na barriga (ui, esta
dói);
-ter ciúmes de tudo (este é o pior);
-ter medo que ele se farte;
-querer estar perto dele;
-sentir a falta dele se ficarmos um dia ou dois sem contactar;
-falar dele a toda a hora;
-querer beijá-lo;
-imaginá-lo comigo;
-inevitavelmente "derreter-me" com ele.

Primeira observação (cabeça):
Confirma-se, ama-lo.

Minha conclusão:
MENTIRA! Não vou deixar que a minha cabeça me engane mais. Não quero mais ouvi-la. Estou farta de me confundir. Baralha os meus sentimentos, porque lhe dá na gana e não deixa o coração falar. Atropela-o! Fala por cima e o que quer. Emaranha-me e faz-me sentir sei lá como. Fico sem me perceber as coisas. Fico sem saber o que é realmente gostar. Amo-o? Um dia saberei o que isso realmente é. Um dia. Agora tenho a certeza que não. Apesar de já me ter confundido muitas vezes e tudo dar sinal que sim, eu sei que é não. Não estou a enganar-me. E sim, estou seriamente em desacordo com o texto "revoltei-me com o pastel de nata". Estou revoltada é comigo, que dou razão as parvoíces que oiço de mim mesma. Amar não é só isso. Amar é muita coisa. Amar é tudo.

Segunda observação (coração):
Confirma-se, já tem a cabeça no sítio, deixa-me "falar" e apenas sente uma atracção. Nada de grave.

Minha conclusão:
Eu sabia. Mas vou continuar a caminhar ao lado dele. Porque preciso dele e ele já faz parte de mim. Podem dizer o que quiserem, eu gosto dele como é. Ele é especial, sempre foi. Já esteve comigo quando NINGUÉM (ninguém é mesmo ninguém) esteve. Agradeço muito. Não vou ouvir mais a minha cabeça, NÃO !

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Estrela

No Verão, quase todas as noites ia para a minha varanda. Ouvia o mundo. Sentia o calor, fechando os olhos. Pensava. E o que perdia mais tempo a fazer era olhar para as estrelas. Agora, que é Inverno, não me atrevo a ir lá para fora. Com este frio? Congelava, como o Jack do Titanic (que exageraaaada). Apesar de amar este cheiro a Natal, fico só do lado de dentro da janela. Não oiço o mundo. Sinto o quentinho do aquecedor. Penso. E olho para as estrelas. Sim, é melhor olhar para elas sem ter a cara colada num vidro, mas mesmo assim não deixam de ser lindas. Continuam com o mesmo brilho de sempre, parecem até sorrir-nos. Sabes quais são, não sabes? Aquelas que ás vezes até pensamos que são mais que uma estrela, pedimos desejo e sentimos que não estamos sozinhas. É tão bom observá-las. Normalmente tomo atenção á mais brilhante de todas, que me dá a sensação de piscar cada vez que a olho. Até mesmo quando a observo com os olhos cheios de lágrimas, porque algo não está bem, ela pisca-me. Tenho vontade de a ter junto de mim, de a tocar, de senti-la e ver o seu brilho sem fim de perto. Mas na verdade, ela está comigo. Sempre. Sempre que eu queira posso estar um bocadinho com ela. Sei que ela não sai dali. Aconteça o que acontecer. Ali, ela vai sempre estar. Se eu falar, sei que ela me ouve. Sei que ela piscará de novo. E eu vou estar sempre ali para ela e com ela. Mesmo longe, eu não preciso senti-la perto para saber que a tenho comigo. Quando ela deixar de brilhar eu darlhe-ei tudo o que poder para a ver brilhar de novo. Porque é inexplicável a forma como me sinto bem com ela. É incrível como ela muda tudo apenas por piscar. Não é maluquice minha, ELA PISCA. Eu sei que pisca! Eu sei que ela está ali comigo.
TU és assim. TU és a minha estrela.
Amo-te Sofia *
Obrigado por brilhares e piscares para mim.
Se ainda não reparaste em nenhuma estrela, ainda vais a tempo. Observa com atenção, eu também vou piscar para ti.

Este frio congela-me e não me deixa pensar em ti. Isso é bom.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

título? não precisa

Mais um dia de escola. Mais matéria, testes e frio a dar com um pau. Mais um dia cansativo e banal. Pensava eu. Até o ver, ali, pela primeira vez. Na minha escola. ELE ESTAVA ALI ! O Rui. Agora podia ficar junto dele o tempo que quisesse. Eu pulava por dentro, e a minha cabeça parecia ter milho a explodir para fazer pipocas. Estava tão feliz. E de repente o frio que me percorria desapareceu. Fiquei quente, e foi isso que fez o milho explodir.
Cheguei-me perto dele, estava com os meus amigos, mas sem mostrar que as pipocas (na minha cabeça) já estavam feitas, manti-me calada, a olhá-lo. Ele também olhava para mim calado.
Era hora de entrar, e num abrir e fechar de olhos todos tinham desaparecido. Eu estava sozinha com ele. A Sofia voltou para trás e como quem quer dizer "vocês merecem ficar juntos", juntou a mão dele á minha. Ele sem hesitar, puxou-me e levou-me para uma sala. Foi aí que percebi que estava tudo combinado. Não consegui perceber nada. Não percebia porque é que estava ali. Se era bom ou mau. Mas naquele momento só me interessava sentir que ele estava comigo. A mão dele entrelaçada na minha. Ele ficou parado, a olhar para a janela. Eu continuava sem perceber o que era suposto fazer ou dizer, então fiz o que o meu coração me mandou. Beijei-o. Ele ficou surpreso, mas retribuiu, retribuiu, e retribuiu. Senti que era o que ambos queriamos. Entregámo-nos um ao outro. Esquecemos tudo o resto. Nesta altura acho que as pipocas já estavam queimadas. Senti a respiração, o calor e o perfume dele. Beijei-o como nunca beijei ninguém. Até que ele quis parar. Fomos embora. Passámos o dia afastados. Eu continuei sem perceber o que tinha acontecido. Mas aconteceu, e eu estava muito orgulhosa de mim. Ele fez daquele dia, um dia inesquecível. Não voltámos a falar. Nem tivemos mais juntos.
Senti um enorme arrepio por todo o corpo, levantei-me e vesti o robe. Aí apercebi-me que tinha sido um sonho. UM SONHO?! Não é possível, não é. Não acredito.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Pai Natal?

Eu sempre acreditei tanto naquela magia e presentemente quando olho de relance é banal. É um simples homem velho (ou não), vestido de pai natal, a fazer “OH OH OH!”, sentado numa cadeira a fazer sorrisinhos forçados e a tirar fotografias.
Hoje consegui observá-lo como o observava com 4, 5 ou 6 anos. Recuei um bocadinho. Não era apenas eu, todos nós pensávamos nisto e foi isto que me lembrei:
ERA O PAI NATAL! O velhote mais fofinho que já vi que vivia num mundo encantado que todos desconhecíamos (mas sabíamos tal e qual como ele era). Cheio de magia, onde todos eram felizes, onde não existia pobreza nem maldade, onde todas as crianças tinham direito ao que é devido. Um mundo com uma fábrica enorme, cheia de duendes a trabalhar a 100 á hora para todas as crianças terem os brinquedos pedidos.
Fora desse mundo estávamos nós acreditando que era o Pai Natal que nus dava as prendas, vindo num trenó com uma data de renas (uma delas chamada Rodolfo com o nariz vermelho) pelo céu, á noite. Alguns de nós deixavam até bolachinhas e um copinho de leite, caso ele tivesse fome (verdadeiramente, nisso nunca apostei, porque sempre o achei demasiado gordo e isso iria fazê-lo ficar ainda mais). Era tudo tão bom e tão real. Tão mágico e diferente do que costumávamos ver. Fazia-nos tão felizes aquele tempinho que perdíamos a escrever a carta com uma lista ENORMISSIMA (nem todas assim com esse exagero) de presentes, sem nos importarmos. Porque Pai Natal que era Pai Natal tinha que trazer tudo! Mesmo sem ainda termos os presentes, era maravilhoso escrever. Porque tínhamos a verdadeira esperança de que iriam vir parar á árvore na noite mais mágica. A ansiedade, o nervosismo, quase inexplicável. A explosão de felicidade, esquecendo tudo o resto.
Ele estava ali, ao pé de mim. Apeteceu-me ser criança outra vez, correr para ele e pedir-lhe tudo. Abraçá-lo e memorizar-lhe a cara para mais tarde contar a toda a gente que o vira. Mas nisto, via outras crianças a fazê-lo no meu lugar. Umas passavam de mãos dadas com a mãe, com tanta pressa que nem tinham tempo de observá-lo com jeito. Outras deixavam a mãe andar para a frente, corriam para ele, pediam colo, davam-lhe beijinhos e abraços, mexiam na barba e fixavam-no com imensa ternura. Como se fosse alguém de família que não vissem há muito.
Aquele Pai Natal realmente era diferente. Eu tinha a sensação já o ter visto em algum lugar. A barba era verdadeira, a barriga também. Distribuia sorrisos a quem quer que fosse, fazendo “OH OH OH!”. Mas um “OH OH OH!” mesmo á filme! Super simpático. Encantador. Senti tanta saudade.
Depois disto a minha mãe chegou, e reparou em mim a observá-lo. Ele dirigiu-se a nós e eu pensei que ele vinha com aqueles “OH OH OH!” e desejar um feliz Natal. Mas não. Ele estava só um bocadinho cansado de estar ali e desabafou. Perdeu toda a magia, mostrou a realidade e tornou-se numa pessoa vulgar. Começou a falar sobre a sua vida. É actor, já trabalhou na SIC e em filmes. A minha mãe disse-lhe que o conhecia da fonte da telha (vejam bem isto, depois de eu viajar no tempo com o homem, onde a conversa já ia). Ele afirmou que tinha sido polícia marítimo e que andou muitas vezes á porrada (acabei por me mijar a rir). Mas a minha mãe afinal não o conhecia só daí, já lhe tinha cortado a barba e o cabelo quando tinha o salão de cabeleireiros. Ele recordou-se. No fim acabou por dizer a agência de actores onde tinha crescido e a minha mãe (CLARO, mas era mesmo OBVIO que ela ia referir isto) pediu-lhe o número para ir lá comigo, porque eu adoro teatro, tenho jeito e canto muito bem (como é obvio também deixei fugir um sorriso nervoso e feliz ao mesmo tempo). Deu-me de imediato uma pequena força, dizendo que tinha um bom perfil e parecia-lhe ter futuro. Mostrou ser um homem de aventuras, que podia ficar ali a noite inteira a contá-las sem se cansar. Falando com a mesma garra com que as viveu.
Até que ele continuou o seu trabalho, tinha montes de crianças á espera para a fotografia com o velhote mais fofinho do mundo. Estavam muito felizes, tal como eu e tu um dia já estivemos por isso.
De um momento para o outro perdeu a realidade que nós lhe vestimos e cresceu uma outra pessoa.
Sinceramente? Não, não acredito no Pai Natal. Mas nunca deixei de acreditar que os meus peluches falam quando me vou embora.
Adorei aquele Pai Natal. Senhor Cipriano, Cipriano!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

o meu amigo solene

Como é fácil exprimir o que sinto
Quando não oiço vozes.
Mas se tento falar com alguém
Sinto medo da rejeição.
Por isso, neste pedaço de papel,
Conto ao meu amigo solene
Cada pequeno pormenor
Cada pecado terrível.
Há palavras cheias de alegria
Que aquecem o coração mais frio.
Outras que gritam de raiva
Como se fossem setas envenenadas.
Não preciso de sermões.
Basta-me escravinhar
Para a vida ficar mais leve.
Do papel não saem juízos
Nem palavras gastas.
Quando acabo de escrever
Não me olha de soslaio.
O papel limita-se a ouvir-me
E a registar os meus pensamentos.
Com ele volto a ser o que já fui
E posso fingir ser aquilo que nunca
serei.

Pastel de nata, a tua amizade agora é o melhor que podes dar-me.



Por favor não me deixes.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

revoltei-me com o pastel de nata.

JÁ NÃO SEI NADA. Confundes-me e irritas-me, mas não consigo estar muito tempo longe de ti. É incrível como quando estamos chateados, fico chateada com todo o mundo. Nem tenho paciência para ouvir ninguém. Mas também é incrível que quando me pões o maior sorriso na cara, eu distribuo felicidade por quem quer que seja. Quando estou com uma incontrolável vontade de chorar, tu pões-me a dar gargalhadas de me faltar o ar. Dás-me a atenção e o carinho que mais ninguém dá. Completas-me tanto (sim, também me fazes aquele friozinho HORRÍVEL no estômago). Outras vezes só me apetece encher-te de chapadões nessa FOCINHEIRA ! Fazes-me sentir culpada de tudo e se não te pedir desculpa não vens falar (essa tua capacidade de me ignorar leva-me á loucura). Não dás o braço a torcer por nada. NADINHA. Já não consigo perceber se és só assim coisinho (+.+) comigo, ou és para várias. Sim, porque o teu feitio dá-te para isso. Fazes-me sentir única para ti, mas depois vêm mais umas mil (raparigas) e fico a sentir-me super pequenina. Como se no teu mundo de brinquedos eu passasse a ser só mais um, um lixo. E no fim, estas voltas todas que me fazes dar, fazem-me amar-te. Porque és difícil e a cada conversa e momento contigo descobro mais uma coisa, mais uma surpresa. És único, simplesmente. Nunca vi ninguém que fizesse isto comigo. Já tens aquela fama estúpida ("se quiser como todas"). ISSO É HORRÍVEL e ainda me confunde mais. Porque depois penso que podes estar comigo só para dizer: "áh e tal, se quisesse comia aquela". PRIMEIRO- não sou comida >< SEGUNDO- Essas merdas do "comer" são super porcas e não significam mesmo AMOR. Porque é que passas o tempo todo a fazer joguinho? Porque é que agora és a pessoa mais querida do mundo, que me faz sonhar e depois dás-me para trás como se nunca tivesses dito aquelas coisas? Não faças isso comigo. Sou muito verdadeira com tudo e estas coisas fazem-me imensa confusão ao cérebro. Eu quero-te comigo, mas parece-me impossível. Quando te toco e quero ir mais longe sinto-me presa, sinto que te estou a chatear demais e que verdadeiramente não queres. ODEIO-TE TANTO POR TE AMAR DESTA MANEIRA !
Eu vou continuar, porque não consigo estar sem ti. Mas por favor, não me iludas. Nunca. Nunca me iludas.
A pior coisa que podes fazer-me é depois de tudo isto dizeres-me que sou uma mera amiga. Áhh, não, mas no fundo tenho que estar preparada para tudo.
És uma pessoa mais inconstante que conheço e continuo a querer acreditar que é do signo.

Amo-te pastel de nata quase podre.

sábado, 28 de novembro de 2009

tu

O tempo pareceu ter parado, por isso deixei-me ficar assim, contigo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

um bocadinho mais sobre mim

Estás realmente preparado para estas questões? Ora bem (:
A tua última relação foi um erro? Não, ensinou-me muitas coisas.
Quem foi a última pessoa que te disse "amo-te"? A Jéssica.
Lamentas-te muitas vezes?! Nããoo. Só quando sei que tenho mesmo razão para tal (maior parte das vezes) ._.
És tímido ou extrovertido? Extrovertida, ui.

És um rapaz ou uma rapariga? GAJA !
Qual é o estado da tua relação? Qual relação? -.^
Como queres morrer? A fazer uma coisa que me dê muito prazer.

Qual foi a última coisa que comeste? Um laranjinha.
Fazes algum desporto? Nããooo ._.
Róis as unhas? Bué, fogoo. Ganda nojo ! Fica tão feio :x
Qual foi a tua última luta física? Iiiihhh, com a minha irmã. Estava a pedi-las (:

Tens atitude? A suficiente.
Gostas de alguém? Eu acho que sim +.+
Qual o teu verdadeiro nome? Inês Moura
Odeias alguém neste momento? Odiar? O que é isso?
Sentes a falta de algo? Sintooo T_T
Tens animais de estimação? Tenho, um gato todo estúpido e fedorento, que me irrita a cada miar. Coitadinhooo
Como te sentes hoje? Eufórica, sem motivo.
Aceitavas algum dos teus ex de volta? Por agora não, mas sim.
Tens medo de alguma coisa? RATOS !
Quais são os teus planos para este fim-de-semana? Cinema.
Queres ter filhos? Quantos? Quero 4.
Já alguma vez beijaste alguém cujo nome comece por M? Siiiimm, o Miguel.
Já fizeste alguma festa do pijama? OBVIO ! 8D
Já algumas vez estiveste em cima de um cavalo? De uma égua grávida, que não parava de correr. QUE MEDO :
Já partiste o coração de alguém? Ai, não sei s: eu acho que não.

Já alguma vez fizeste o teu namorado chorar? Sim :x
O que devias estar a fazer? Os trabalhos de casa d'uma merda qualquer, mas não me apetece.
Já gostaste tanto de alguém que acabas-te por te magoar, ou magoaram-te? Sim --'

Tens namorado? Eu bem queria, mas por enquanto xuxo no dedo.

Qual é a tua cor preferida? Posso dizer todas? Laranja, verde, castanho, roxo, azul e rosa.
Já alguma vez mudaste de roupa dentro de um veículos? Yaaaa 8D

Confias facilmente nas pessoas? Não devia, eu sei.

Achas que o teu ex pensa em ti? Não daquela maneira, mas de outra também especial *-* espero eu.
Qual foi a última pessoa que te viu chorar? A minha turma toda :\

Dás segundas hipóteses facilmente? Mais ou menos. Depende da situação, se me magoarem MUITO MUITO não, esquece ._.

É mais fácil perdoar ou esquecer? Perdoar, sem dúvida.

Este é o melhor ano da tua vida? Não, não foi (estamos no fim). Só gostei de ter conhecido o Rui e da Jéssica ter voltado de Inglaterra (mais umas poucas coisas que não me lembro).
Qual o nome que te chamavam em criança? Nini ou Ninoca o:

Acreditas que tudo acontece por um motivo? Tudo, tudo não. Mas grande parte das coisas.
Qual é a última coisa que tu fazes antes de te deitar? Meter o despertador para as 6:30min durante a semana.

Estás a ouvir música neste momento? Não.
Gostas de comida chinesa? AMO ! Galinha com castanhas, arroz chau-chau (ou lá como é essa merda) e clepes.
Tens medo do escuro? Tenho.
Fazes batota? Faço :c
És rancoroso? Nããoo, é muita mau ser :x
Consegues manter sapatos brancos limpos? Ninguém lhes chega a ver a sua brancura.
Acreditas no verdadeiro amor? Acredito.
Gostas de sair à noite? AMO !
É amoroso quando um rapaz te trata por "bebé"? Mais ou menos, pensando bem é um cadinho foleirão.
Estás com fome? Não, a laranjinha encheu-me.
O que te faz feliz? Neste momento tudo, não me falta nada. (nada, nada não é bem assim :c)
Vês as notícias? Não, não vale a pena. --
Qual é o teu signo? Aquário.
Já alguma vez fingiste não ver alguém que conhecias? Siiiim xD
És teimosa? Bastante (:
Qual foi a última pessoa com quem tiveste uma conversa depressiva? Liane, OMG -.-

Qual é o teu sonho? SER ACTRIZ ! *0*

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

mundo meu

Entrei. O silêncio que dominava aquele sítio era arrepiante, apenas ouvia a minha respiração, ignorando-o, este foi-se apagando no meu pensamento. Comecei a ver aquele salão encher-se de gente. Gente ansiosa á espera de algo maravilhoso. Lembrei dos momentos que tinha ali passado. Tantas brincadeiras de "faz de conta", tantos risos e tardes em que ficávamos a ver a chuva cair lá fora. Outras em que abria todos os estores para que o Sol pudesse invadir o palco e não nos sentíssemos sós naquele silêncio. Aquele palco onde tive a minha primeira actuação de dança e onde toquei saxofone. Tantas vezes que vesti outras personagens e ensinei danças. Brincadeiras inocentes que construíram o meu grande sonho. O espectáculo. Revivendo tudo isto outra vez, caminhava em direcção ao palco, com um sorriso choroso. Sempre me pedi a mim mesma para não perder esta paixão pelo espectáculo e a não perdi.
Parei e olhei. Olhei para trás e o salão estava cheio de gente. Despi os meus agasalhos de inverno e subi ao palco. Estava feliz. Mesmo estando sozinha (ou não), aquele momento estava a ser mágico. Depois de subir, tudo se tinha apagado. A sala estava vazia como quando entrei. Sem deixar que o silêncio domina-se mais um momento, pus música imediatamente, fechei os olhos, consegui encher a sala de gente outra vez e no palco fez-se luz. Ouvi a música como nunca a tinha ouvido. Ouvi com o coração e acredita que assim fica muito mais bonita. Deixei-me levar. Perdi a noção de tudo e cantei bem alto. Dancei como uma louca, sem parar. Imaginei que tinha alguém comigo, peguei-lhe na mão e juntei-a comigo na dança. E no fim, quando a música se calou, chorei. Chorei lágrimas de alegria, enquanto a verdadeira felicidade me completava. Encontrei-me naquele sítio. Era tudo tão meu, tão único. Nunca tinha tido sensação igual. Nunca me apercebido da magia que aquele lugar tinha após tantos anos ali passados. Não sentia falta de nada. Estava tudo naquele momento e as minhas lágrimas diziam mais que qualquer palavra. Tinha a certeza que aquele mundo era o meu. Deixei-me chorar o tempo que foi preciso. Agradeci esperando ter dado àquelas pessoas tudo o que esperavam, fiquei sozinha outra vez, quando ouvi alguém:


- "INÊS !"
- "Sim!? Vou já."

Desci do palco a correr, peguei no meu casaco e no cachecol e no caminho para a porta limpei as lágrimas a sorrir.

- "O que é que estavas a fazer?"


Ainda perdida em mim respondi:

- "Hã? Eu? A sonhar."
- "Cada um com a sua pancada.."

Nem me limitei a explicar nada. Não valia a pena. Ela saiu porta fora a abanar a cabeça, eu olhei mais uma vez para o palco e disse baixinho:

-Irei voltar.

A E I O U - teatro.


domingo, 22 de novembro de 2009

Bia

Inês, Inês, Inês, olha, olha!
AMO-TEEEEEEE
Ou haverá palavra melhor para ouvir da boca de uma pessoa?
E haverá explicação suficiente para conseguir explicar tal sentimento?
É a simplicidade da palavra que me confunde.
Oh meu deus, tanta coisa que há a dizer sobre ti. Tanta coisa, tanta palavra, tanta frase, tantos gatafunhos e riscos, que só se entendem sentindo.
Não quero ser daquelas rapariguinhas tolas, que pensam já saber tudo sobre a vida e que sem darem conta, amam de “olhos fechados”. Talvez porque não saibam amar, ou simplesmente não conhecem a pessoa que amam. Pobres raparigas. O que elas querem mesmo é sentirem-se pessoas, porque para elas e para eles, a vida só faz sentido se podermos dizer ao Mundo que temos um melhor amigo. Gritar bem alto e bom som que temos um. Orgulharmo-nos do que sempre quisermos ter, e rejeitar ou diferenciar aqueles que não o têm. Se calhar é por isso que as pessoas me olham de outra maneira que ainda hoje tento compreender, e abrem a boca de espanto com os olhos muito arregalados cada vez que eu digo que não preciso de um melhor amigo. Para quê? Tenho-te a ti!
Como é que alguém pode valer tanto? Como? Como é que alguém vale por centenas de amigos, por um melhor amigo?!
Essa pessoa não pode ser especial. Não pode ser nem querida, nem fantástica, nem espectacular, nem feliz, nem nada do que nós idealizados na palavra “perfeição”! Simplesmente não é uma pessoa. Somos nós. A nossa metade, o nosso reflexo, vistos nos olhos de alguém.
Como é fácil escrever sobre ti. As palavras fluem, os sentimentos desabrocham como frágeis flores no inicio da mais bela das primaveras.
Como é fácil gostar de ti. Como é fácil sentir que te tenho para mim e só para mim quando decides abraçar-me com aquele teu jeito tão teu. Como é simples não me fartar de te ouvir, a ti, aos teus conselhos que muitas vezes não cumpro, ou as histórias engraçadas que tens sempre para contar que independentemente para quem são, sempre me fazem sorrir. Como é fácil sorrir quando tu sorris! Ou chorar quando tu choras, sentir-me nervosa quando tu te sentes! E como é fácil, tão fácil olhar-te nos olhos e não dizer nada, naqueles momentos em que o silêncio diz tudo.
É enervante a maneira como consigo gostar de ti, às vezes chego a pensar que gosto mais de ti do que tu de mim. Sou parva, mas tu continuas a gostar de mim, não continuas? É que eu amo-te, tá bem? :D
Agradeço-te tanto. Tanto, tanto. Sinto que foste até agora a única pessoa que demonstrou acreditar em mim e ter um pouco de ternura em mim para me dar, sem esperar nada em troca. Em ti encontrei, e encontro calor humano.
Agradeço todos os risos histéricos e ofegantes, que me fazem sempre lágrimas aos olhos e ENORMES dores de barriga. As parvoíces, as piadas, as bocas foleiras e a parolice.
Agradeço as vezes necessárias todas as vezes em que foste sincera comigo correndo o risco de me magoar ou fazer-me chorar com os assuntos mais duros. Há momentos em que consegues ser directa com muita arrogância.
E CLARO.
Os concelhos. As horas gastas sempre, sempre a falar do mesmo assunto já não sei quantas vezes batido. Os gritos que me dás quando eu tapo os ouvidos ao Mundo, e todas as alturas em que já me abriste os olhos e me fizeste ver que afinal não era assim. A paciência. A paciência que tens para me aturar é de louvar. E o facto de nunca te fartares de mim, apesar de eu andar sempre colada a ti faz-me sentir que afinal não sou assim tão indiferente e invisível. Não sou um fardo para ti, e acho que é só contigo que sinto isso. Porque tenho imenso medo que as pessoas se fartem de mim.
Eu sei que a amizade não se agradece, mas não sei o que dizer ou fazer para não mencionar a palavra “obrigado”.
Não peço que vejas em mim o que eu vejo em ti, simplesmente sê tu própria como tens sido todo este tempo. Assim. A Inês, verdadeira e Lélé.
Mas obrigada Inês. Obrigada, obrigada por existires!
Porque se eu sou tolinha então tu és a minha melhor amiga :)
Dedicado à minha outra metade: Inês Lélé.

Isto fui eu, em meras palavras.



ponto final é PONTO FINAL.


Não mereces que te faça um texto grande e todo bonito, com uma data de sentimentos maravilhosos. Não !

Dei-te toda a minha felicidade, o meu amor, a minha amizade. E o que é que tu me des-te? Má disposição, a toda a hora. Arrogância, ciúmes e inveja. NUNCA RECEBI UM OBRIGADO NEM UM SORRISO SINCERO. Pus-te á frente de tanta gente que sempre me acompanhou, e eu não vi. Não sei como fui capaz de te chamar de irmã e melhor amiga, dizer que queria estar contigo para sempre e chorar cada vez que te sentia longe. Aquilo nem uma amizade era. Era uma obsessão estúpida. Mas é assim que aprendemos, ao longo da vida. As pessoas surpreendem-nos bastante.

Agora que vês que me estás a perder, por tudo o que fizes-te sorris-me sem eu te sorrir, és-me o mais querida que consegues mesmo com toda a tua frieza. Não suportas a minha má disposição contigo? Tenho imensa pena, mas eu aguentei a tua durante um ano inteiro, sempre pensando que mudasses. FARTEI-ME !

Acabou. Nunca mais faço nenhuma promessa.

(e quando eu digo acabou é acabou mesmo)

sábado, 21 de novembro de 2009

porque mereces, porque és minha irmã

Do fundo do meu coração:

Não esperes que te diga tudo. É praticamente impossível.
Sei dizer que foram 5 anos maravilhosos.
Começámos tão mal, por tua culpa. Malvada.
Sabes perfeitamente que a nossa amizade não era como as outras, até cheguei a dizer-te uma vez que nós nem parecíamos amigas (que ingénua). O que me fazia pensar isto era o facto de sempre que estávamos juntas só riamos. MAIS NADA ! Pensei que isso começava a ser estúpido, porque achava que as melhores amigas só se aconselhavam-se e apoiavam, não se “cagavam” a rir, sempre, por tudo. Mas esqueci-me que rir com quem mais gostamos e com gosto é das melhores coisas da vida. Esqueci-me que ao sorrirmos por tudo, já estávamos a melhorar as coisas. Esqueci-me que o sorriso de alguém pode fazer-nos muito felizes. Esqueci-me que tinha uma GRANDE PESSOA a meu lado e que a tua felicidade fazia a minha.
Se formos a ver os nossos momentos têm um recheio especial fantástico. Contando com os maus, que nus servem sempre para alguma coisa. Márcia, sempre foste um mundo para mim. Aprendemos tanta coisa juntas. Já dissemos coisas sem pensar, já discutimos, já levas-te chapadas merecidas (e eu também levei). Até chegámos a pensar que tudo isto já se tinha acabado, mas no fundo estávamos distantes de nós próprias. Continuamos aqui. A nossa é a amizade mais bonita que conheço, porque somos felizes verdadeiramente e unidas em tudo. Tenho a certeza que VIVI tudo, o que já lá vai, com a maior intensidade, todos os momentos e pequenos pormenores. Por vezes até pode parecer que esqueci tudo, mas não. Nunca esqueci.
Desde que te conheço que sei que és diferente. És á tua maneira. E uma maneira especial. Lembro-me que sempre gostaste de ter o teu próprio estilo, os teus acessórios, a tua moda. Um dia, no nosso 6º ano, quando ainda se via muuuuito pouco isso por aí, apareces-te de gravata na escola, com uma saia escocesa curta. Achei que estavas linda. Foste tão original, mais ninguém usava. Pelo menos ali ! Foi a partir desse dia que mudas-te completamente. Continuando…
És uma pessoa fantástica, és a que faz tudo valer a pena, és a que vou querer lembrar sempre, és a minha vai na volta e diz que me odeia porque está irritada com outro mundo, és a que dá o conselho mais certo que haver morangos no Verão, és a minha actriz preferida, és uma inspiração, és um orgulho, és aquela que me tira do medo, das angústias com uma conversa e gargalhadas. És a pessoa que mais devo dinheiro e não faço intenções de pagar. És aquela que me lê os pensamentos, e basta um olhar para soltarmos a gargalhada mais profunda e duradoura, ou então algo mais sério. És a que mais confio. O meu sonho de teatro quero segui-lo contigo, porque tudo o que já sabemos sobre isso aprendemos e praticámos juntas. És muito implicativa. Tens uma capacidade de me tirar os nervos fantástica. És a Márcia que por mais distante e vazia que estejas comigo, vou amar-te sempre.
Aceito tudo da tua parte, porque te compreendo e desde que para ti esteja bem, para mim também está. Sei que não me vais desiludir, sei que á primeira lágrima que me cair, seja pelo que for, tu vais limpá-la e sofrer comigo.
As nossas conversas só nós percebemos, estamos sempre em sintonia. É contigo que falo uma língua estranha qualquer, e tu respondes como se percebesses. Já conheço os teus tiques, as tuas manias, até onde vai a tua coragem. Sei que jamais desistirias da vida. Sei que não baixas os braços por nada. Tens medo do corredor da minha casa, e sempre que lá passas ao escuro, dás um grito, agarras-me a mão, tremes por todos os lados e corres para o quarto comigo (desato a rir). Amas ser o centro das atenções. Quando estás nos dias NÃO, nem me olhas nos olhos. Sei que quando estás a tomar atenção a alguma coisa fechas só um olho. Sei que tens que apanhar o cabelo pelo menos 3 vezes ao dia. Sei que se te fizer rir até chorares, ficas cheia de falta de ar e toda vermelha. Tens um perfume diferente todos os dias. Sei o que estás a sentir sem dizeres uma única palavra. Sou capaz de ficar cheia de fome e dar-te o meu bolinho de chocolate. Já sei que quando vens a minha casa convém eu ter queijo ! Tens a inevitável mania de falar mal de todas as pessoas que passam por ti. Começas a babar-te quando te mexem no braço devagarinho com as pontas dos dedos. Fazes tudo com um objectivo. (…)
Desde que tenho bem a noção da minha vida que estás comigo, a meu lado. Para onde quer que eu vá, sei que algures estás lá sempre tu.
Tempos e tempos passados contigo nunca me cansam.
Não tenho medo da sinceridade contigo, porque sei que a aceitas e eu aceito a tua. Nem penso na maneira como vou agir, porque já me conheces (talvez melhor que eu própria) e perdoas-me sempre.
Mentira, falsidade, ciúme, e desconfiança não existem no nosso dicionário.
Se ficasses uma semana na minha casa era o mesmo que estar lá eu. Cada palavra que dizemos serve de paródia. A comermos juntas cuspimos tudo, e só o meteres a bebida á boca matamo-nos a rir. Tudo com uma naturalidade enorme que para nós já nem é estúpido. Ninguém nus faz rir como rimos juntas. É único. É lindo.
Há barreiras da tua vida que não permites que ninguém invada, e eu respeito. Não tenho que saber tudo (ninguém tem). Tens esse direito. Falamos muita coisa, tudo o que temos necessidade de falar, falamos sem problema.
Agora voltemos tempos atrás, e recordemos as tantas coisas inesquecíveis:
O que me lembro melhor e como se fosse hoje, foi aquela hora de almoço que íamos a minha casa. Reparei que não tinha chave e o pessoal estava a trabalhar. Tínhamos que almoçar na mesma e a única alternativa era saltar pela janela do meu quarto. Mas era do lado da horta do velho, o muro com rede tinha quase 3m de altura ! Eu tinha medo. Só podia passar agarrada a uma corda por cima do telhado dum barracão podre de velho e cheio de ratos mesmo a cair. Eu arrisquei e passei por aquilo. A hora de almoço já estava a acabar, passámos o tempo todo a pensar o que íamos fazer e agora era tarde. Cheguei perto da janela mesmo a cair e a rir que nem uma perdida, abri-a e saltei para dentro. O que é que eu vejo? A minha irmã sentada ao computador, como se nada fosse. PASSEI-ME COMPLETAMENTE ! Lembro-me da única coisa que ela disse: “O que é que estás aí a fazer? :O”, senti-me uma ladra. Fui abrir-te a porta para veres a situação mais estúpida que tinha acontecido e fomos embora (somos ou não estúpidas?)
Todas as segundas levávamos dinheiro para a semana toda, gastávamo-lo num dia a almoçar hambúrguer e batatas fritas na churrasqueira ! Se eu não tinha dinheiro tinhas tu e vice-versa.
Íamos para a casa da Alexandra todas as horas de almoço, e tentávamos roubar-lhe comida. Porque ela era super egoísta e nunca nos oferecia nada, mesmo quando tínhamos fome. Jogávamos EYE TOY até suarmos como uns camelos e chegávamos atrasadas ás aulas.
O jogo do copo, que demorámos montes de tempo a começar, porque eu estava cheia de medo. E quando começámos pedimos que o espírito nos desse uma pista e bateu qualquer coisa na janela. Ficámos super assustadas, fomos ver, e era o Miguel a gritar para abrirmos a porta do prédio para jogar também ! Que cúmulo.
Quando passámos um período inteiro a jogar Silent Hill na PS2, também na casa da Alexandra. Fazíamos daquilo uma coisa real.
Uma hora de almoço na minha casa em que te ris-te tanto, tanto, tanto que ao te deitares bates-te com a cabeça num espelho e partiste-o ! Riste-te ainda mais, sem conseguires parar e ficas-te cheia de falta de ar. Quando voltámos para a escola, fingis-te que tinhas ficado deficiente por teres batido com a cabeça.
Ainda brincámos ás barbies, que queridas. Os jogos estúpidos no meu quintal. As aulas em que só nos interessava ouvirmo-nos uma á outra, mas sempre passámos de ano e sabíamos tudo. A professora de inglês, aquele cúmulo de mulher ! O Ruben e o Daniel. Aqueles bancos ao lado do primeiro pavilhão, onde tivemos grandes conversas. A paragem ao pé da minha casa. O doce magia. OS PIOLHOS. A bruxa que morava em frente á escola e metia-nos medo ! O Miguel. Os gato fedorento. O teatro da academia Star’s e das Rosas Inglesas. Os filmes de terror. A nossa panca por Blair Witch. Os ídolos da escola. Quando pensámos que haviam espíritos no prédio da Alexandra, as minhas discussões com ela, porque tinha medo de te perder e vocês andavam mais próximas que nunca. Os passeios. TUDO.
Lembro-me de muita coisa.
Como tu dizes, a imperfeição faz a coisa perfeita e nós somos assim. Não é tudo bom, mas o mau também não tira a beleza.
És família e por isso já nem preciso prometer-te que vamos ficar juntas muitos mais anos. Por tudo o que já sofremos, chorámos, aprendemos, sorrimos, ultrapassámos, conseguimos e conquistámos juntas…OBRIGADO. Pelo nosso sonho de teatro que temos e vamos conseguir. Pelo teu de quereres seguir para a frente com a banda, espero que consigas. Vou apoiar-te em tudo. Com a maior força. Conta comigo sempre para tudo, pode até parecer que não estou nem aí, mas vou ouvir-te.
Vamos continuar, não eu e tu, mas sim NÓS !
Metade de ti sou EU, metade de mim és TU.
AMO-TE Márcia, porque tu não existes só para me fazer rir.
Vamos para o chapitô ?

( Sim, estou com lágrimas nos olhos. Porque o sorriso enorme que tenho Hoje deve-se a ti).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

num sopro


Hoje senti a tua falta, mais uma vez. Senti-me nervosa, fiquei com um nó no estômago e os meus olhos encheram-se de lágrimas. Tenho-me lembrado muito de ti, olho para as tuas fotografias e perco algum tempo a voltar atrás. Um tempo precioso.
Porque é que teve que ser assim? Porquê? Queria tanto que me visses crescer, queria tanto ensinar-te a ler e escrever. Ainda tinhas muito para ver e fazer.
Eras a única pessoa a quem eu dava beijinhos e abraços, a toda a hora, sem nunca me cansar. Puxava-te as rugas para trás fazendo-te voltar aos 40 anos. Mexia-te no cabelo e enchia-o de ganchos para ficares com um penteado moderno. Fazíamos bolos juntas. Passeávamos ao pé da maré e conversávamos.
Ainda hoje, passado 3 anos, não acredito bem no que te aconteceu. A minha inocência fazia-me acreditar que estava contigo para sempre, mas o destino mostrou-me que não é possível. Para mim, esse tal de "para sempre" deixou de existir. Por mais que pensa-se no assunto, não estava preparada. Nunca ninguém está.
Estavas tão perto de mim, COMIGO, bem guardada. Foi como me tirarem o ar para respirar. Sufocante.
Na última noite que te vi, quando ias para a cama, tirei-te aquele fio de prata que usavas desde que te conheço (já não te imaginava sem ele, já te caracterizava), apertei-o com força na minha mão e fechei os olhos. Tive a sensação que aquela era a última vez que o usavas. E foi mesmo. O mundo para mim parou.
Todas as palavras tinham agora sido sugadas pelo silêncio. Os sorrisos perderam tudo o que os iluminava. Tinha acabado tudo. Ficou então a casa (que estava sempre cheia) vazia. Nunca mais lá consegui entrar. Pelo teu cheiro, pelas tuas coisas, os meus brinquedos, os livros, o armário dos chocolates, a tua cama, o espelho e o pássaro (que só cantava para ti). A minha vida, até àqueles dias, tinha sido ali passada. Contigo. Não conseguia fazê-lo sem tu lá estares. Foste tu que sempre me acompanhas-te.
Um tempo depois de desapareceres, consegui (apenas) espreitar lá para dentro. Olhei para o sofá e lá estavas tu, sentada e a sorrir-me. Recuei. O meu coração parecia ter parado. Não voltei a repetir. Durante muito e muito tempo, nunca mais lá passei. Hoje que passo, tudo continua igual, apenas a tua porta se fechou para sempre. O cheiro, as pessoas, os costumes, as lojinhas, o sítio onde eu brincava na rua deixam-me com uma enorme saudade. Ainda lá tem o nosso rasto. Eu sinto isso. É como se tivessem bocadinhos de nós em todas as paredes e as nossas pegadas no chão. Mas para mim, o tempo ali, parou naquele dia.
Queria voltar a sentar-me contigo no sofá, contar-te tudo o que se passou na minha vida até agora, ouvir-te e abraçar-te, dizer que te amo e que me deixas-te uma saudade imensa. Ensinaste-me tanta coisa.
Amava voltar ao tempo em que nas vésperas de Natal ia escolher a minha prenda á loja da dona Palmira. Em que ia buscar o meu lanche, todos os dias, ao senhor Tavares sem pagar. Estar deitada ao teu colo, enquanto me cantavas uma música que a tua mãe te cantava quando eras pequena. Pedir-te para fazeres o meu prato favorito e nunca dizeres que não. "Discutir" contigo todas as novelas. Brincar com os netos das velhas todas da vizinhança. Estender o tapete á porta de casa e brincar horas infinitas, sozinha. Ameaçares dar-me murros quando me portava menos bem. E ler-te as minhas história, porque tu não mas sabias ler.
Foi uma mudança muito brusca que me fez aprender a moldar-me a uma nova vida, sem ti. Muito difícil.
Foi como estar numa casa iluminada apenas por duas velas. Uma com um pavio GRANDE que mesmo assim não brilhava muito. Outra com um pavio mínimo, que de uma forma inexplicável, brilhava imenso ! A que iluminava mais a casa, apagou-se. De uma hora para a outra, mesmo sem vento algum ter passado por ela. O pavio desapareceu, então não podíamos mais voltar a acendê-la. Parte da casa ficou ás escuras. Agora tínhamos que nos habituar a permanecer ali, sem aquela luz.
O choro é a única forma de me libertar e sentir que tu foste muito presente em mim.
Falta-me a coragem para ir lá casa, buscar todas as coisas que me marcaram para a vida. Não consigo. Parece que existe alguma coisa que me empurra para fora daquela porta.
Não chegas-te a realizar o teu sonho de me ver em palco. Mas mesmo que não vejas eu vou fazê-lo e com o maior orgulho. Até porque é um sonho meu, também.
Eu consegui continuar sem ti. Só tinha que conseguir. Por ti e por mim.
A ti sim te dito: OBRIGADO POR TUDO! Deste-me tudo o que podias e eu dava tudo para te ter de volta.
Acredita que dentro de mim, nunca te deixarei morrer avó.