quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

...



Adeus 2010. Não voltas mais.Deixaste tanta coisa. Obrigada.
Ah, e parabéns! Foste o melhor ano da minha vida até agora.

Sétimo dia

Quatro coisas que nunca esqueceste:
- montes de cheiros de coisas, sítios e pessoas;
- a minha infância com a minha avó;
- a minha (triste) aventura do Verão passado;
- a altura em que conheci o teatro, o meu 5º e 6º ano.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

bater com os copos: "tchim! tchim!"

Estamos quase em 2011. Depois só temos mais 2 anos de vida. É foda. Sim, o mundo acaba em 2012. O Ricardo diz e eu acredito nele, porque ele viu sobre essas coisas na net e faz-me acreditar que é verdade. Eu já tenho medo. Eu acredito muito nele. É um mestre, logo uma pessoa cheia de razão. Se ele estiver errado eu estou aqui para apanhar uma ganda bbadeira com ele na passagem de ano para 2013.


- PASSAGEM DE ANO COM A SOFIA
AHHADHALSJKFHSAÇDKLFJASDFLÇ
YKÇHKLDFGÇJKHGJ
GHK
GHJKLHJL
HJK
4546
gffgdfj

oh, obrigado.

colica, colica, colica

Eu atendo.
Inês diz: AIÁ!
Tropa diz: Iiiih, já tinha bué saudades tuas.
Inês diz: AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH! (com esta cara: *o*)
ADORO QUE ME LIGUES !
não deixes de o fazer, não podes.

não gosto de sabonetes

os mestres também se enganam.
fixem isso, fixem
fixem
fixem
fixem

mas FIXEM MESMO.

Sexto dia

Cinco pessoas que significam muito para mim:
- Mãe;
- Mana Filipa;
- Sofia;
- Ricardolas;
- Pai.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Quinto dia

6 coisas que eu gostava muito de fazer e ainda não fiz:
- mergulho;
- coisar ahah;
- viajar;
- ir a um ganda concerto;
- acampar no avante (esta vai ser po ano de certeza);
- um filme.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

a próxima seta é para mim !

Tenho que começar a ver-me do lado de lá. Eu não fui feita para ser cupido, olha agora.

Com as palavras da Sofia faz-se isto:

Entrei pela porta da tua casa adentro. Estavam todos a jantar, menos tu. E era a ti que eu procurava. Depois de tudo o que aconteceu eu tinha que ir atrás de ti. Eu não conseguia esquecer todos os momentos que passámos assim tão facilmente. Não é por quereres que acontece. Eu nem dirigi palavra aos teus pais. Esqueci o respeito, a boa educação e tudo o resto e procurei-te pela casa. Não estavas. Saí pela porta das traseiras para ver se te encontrava no pontão de madeira a fazer o habitual. Já era tarde, estava escuro, mas consegui ver lá ao fundo o candeeiro aceso e então corri ao encontro da luz. Estava deserta de cair no conforto de um abraço teu e saber que estavas ali e não tinhas ido embora como me afirmas-te antes de desapareceres. O candeeiro estava aceso, os teus livros estavam lá, as folhas, as fotografias, o lápis, a borracha, os desenhos, um casaco… Estavam ali muitas partes tuas, mas sinal de ti não havia. Num sopro dado pelo vento senti o teu perfume. E cada vez mais aquilo me parecia uma despedida. Já a chorar, sentei-me, tirei os sapatos e fiquei com os pés mergulhados na água para ver se refrescava os pensamentos. Tencionava ficar ali á tua espera o tempo que fosse preciso, porque sabia que se voltasses ias ao encontro do que representava as tuas conquistas para ficares melhor. Começou a ficar frio e pus o teu casaco por cima dos meus ombros. Levei a minha mão ao bolso e encontrei a tua moeda da sorte. Aí vi que não podias ter ido longe nem embora para sempre e fiquei aliviada. Eras incapaz de abandonar aquela moeda. Levei a minha mão ao outro bolso e estava um balão vazio. Enchi e tinha escrito “A moeda fica contigo, desejo-te toda a sorte do mundo. Lança este balão ao rio, ele tem um caminho a seguir. Tal como tu. Com amor, Duarte”. Lancei o balão e tirei os pés da água. Peguei em tudo o que era teu e fui-me embora. Entrei na tua casa e estavam todos sentados no sofá a ver televisão. Disse boa noite e pedi desculpa. “Adeus Inês...”- responderam-me. Eles já sabiam de tudo. Entrei no carro e fiz-me á estrada.


Próxima etapa: comprar um coração novo. Porque este…? Caiu numa poça, ficou enlameado e pisado, já não vale nada.

Fly me to the moon - Frank Sinatra

Fly me to the moon
Let me play amoung the stars
Let me see what spring is like
On jupiter and mars

In other words, hold my hand
In other words, baby kiss me

Fill my heart with song and
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore

In other words, please be true
In other words, I'm in love with you

Fill my heart with song and
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore

In other words, please be true
In other words
In other words,
I, I love, I love you
Só para ti, Sofia.

Quarto dia

7 coisas que cruzam muito a minha mente:
-Escola de Teatro;
-Amigos;
-Música;
-O meu passado;
-O que aconteceu o ano passado;
-Presenças sobrenaturais;
-O que quero e não tenho.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

promessa cumprida

Prometi a mim mesma no dia 19/12/2009 que no dia 19/12/2010 faria um texto de tudo o que mudou na minha vida desde então até agora.

Uma viagem muita rápida do ano mais longo da minha vida:

Descobri-me de tal maneira que fiquei parva comigo mesma. No bem e no mal. Fiquei chocada comigo e até me cheguei a perguntar “És assim? Não estava nada á espera. Quero fugir!”. Nunca pensei fazer certas coisas que fiz. Falava dos outros e lixei-me pela minha boca grande.
Eu mudei. Não arranjei namorado, mas juntei amores perdidos. Apanhei a minha primeira bebedeira e vomitei-me toda. Deixei de conseguir beber alcoól. Escrevi uma peça e fui com ela a palco. Foi um sucesso. Descobri que devia mesmo seguir o meu sonho. Apaixonei-me pelo namorado da minha melhor amiga. Dormi pela primeira vez com um rapaz. Menti mais á minha mãe. Descobri quem eram os meus amigos. Fiz 15 anos. Deixei de ir ao Avante! com a minha irmã e passei a ir com amigos e arrebentei com tudo. Aumentei a minha cultura musical. Encontrei um Nelson Mandela chamado Ricardo Moreira. Deixei as minhas origens para agarrar o teatro. Esqueci o Rui. Uni-me muito ao Ricardo Gomes e fui obrigada a descolar-me de um segundo para o outro. Deixei de ter net e nunca mais tive. Pensei seriamente em participar no Ídolos, antes não me achava capaz. Afinal até acho. Deixei de ser amiga da Joana. Dormi na rua e isso fez-me ver coisas que não me deixam assim muito contente, mas foi excelente. Comecei a ir ao tucano. A Jéssica foi-se embora para Londres e não veio mais. Conheci o Fábio que agora trato como irmão, mas não sei bem defenir o que ele é na minha vida. Comecei a ouvir METAAALLL.
Descobri que a Sofia é uma pessoa e pêras. Descobri que não tenho sorte no amor e desisti. Só me calham duques e cenas tristes. As minhas mamas cresceram muito pouco. Passei a gostar de queijo e a comer mais fruta e sopa. O meu gato piorou da SIDA e fez-nos gastar muito dinheiro. Concluí que a minha irmã Jéssica não é nada para mim. Deixei de ver televisão. Estive perto de fumar. Fiz loucuras, porque quis experimentar aquela cena do “vou cagar em tudo” e na verdade até sabe muito bem (é das melhores coisas da vida), mas tem consequências. Acumulei mais alguns segredos á minha listinha. Estive quase a passar fome, mais uma vez. Comecei a usar tampões. Choro mais do que chorava. Estou mais sensível. Tenho um riso novo. Melhorei o meu inglês. Conheci imensas pessoas. Ganhei uma tara por cheiros. Comecei a puder usar toda a roupa da minha irmã Filipa. Caguei pá matemática. Deixei de ter rotina. Comecei a ter uma perspectiva muito mais real das coisas á minha volta. Descobri que tenho uma excelente maneira de ver as coisas. Comecei a pensar e a sonhar muito mais. Fiquei mais inteligente. O meu lado de adulta aumentou e o de criança diminuíu. Passei a dar muito mais valor ás pessoas. Fiz um amigo: Ricardo Moreira. Já não calço o 35 nem só o 36, também calço o 37. Passei de 1,50m para 1,70m, mas as pessoas não conseguem ver, só eu. Já sei o que é perder tudo por um erro nosso. Ganhei força, confiança e comecei a impor-me nas coisas. Reparei que a música vem desde sempre e será para sempre, por isso é a minha metade. Ele está sempre lá. Quando eu perdi tudo por um erro meu, não perdi a música. Foi a única que não me deixou. Agarrou-se a mim mais do que nunca. Criei mais ambições, o que é muito bom. Aprendi o que é que são os verdadeiros artistas e descobri que tenho alguns bem perto de mim. Contribuí para o crescimento da Sofia. E a minha amizade com ela também cresceu.
E mais não sei.

Sem medo das palavras, é agora, vou dizer tudo!:

Não gosto dos alunos da escola de teatro, especialmente os mais velhos. Não gosto da hierarquia que existe entre os diferentes anos. Não gosto do PC, tem muitas energias negativas e deixa-me em baixo. Não gosto do Carlos Avilez, ele é cínico. Não gosto das aulas do Carlos. Não gosto do facto de eles imporem milhares de regras sobre eles mesmos. Não gosto do ambiente da escola. Não gosto de não se poder dizer certas coisas. Não gosto de ter que agir de maneiras que não têm haver comigo. Não gosto da professora Natasha, ela fala mal comigo como se eu lhe tivesse feito mal ou fosse má aluna. Não gosto de tragédia. Não gosto do ciclo tebano e troiano. Não gosto de história da cultura e das artes. Não gosto de não poder querer ir-me embora logo a seguir ás aulas porque me apontam imediatamente o dedo. Não gosto que tenha que haver silêncio sempre em todo o lado. Não gosto que me digam “aqui não podes dizer isso, aqui tens que gostar disto, tens que saber falar disto, disto e disto… omg, não sabes isso? Que escândalo”. PORQUÊ? Vá. Digam. Vocês mesmos é que impuseram todas essas regras. Não gosto que toda a gente ache que conhece toda a gente sem conhecer e por isso falam bué á toa e metem nojo. Não gosto que as pessoas só se conheçam pela parte do teatro. É um mundo demasiado fechado e dá vontade de perguntar “o que é que eras antes disto? Qual era a tua vida? Onde está?” Não gosto que as mesmas faltas nos acompanhem durante os 3 anos. Acho que a escola devia ter um ambiente menos pesado. Estou no 1º ano e já estou muito farta de certas coisas. Não gosto de ter que viver só para aquilo. Não gosto de aquilo me tire o tempo todo. Não gosto de não poder dizer isto a ninguém porque irão dizer-me “se calhar é melhor desistires, não pareces gostar de teatro”. EU POSSO AMAR TEATRO SEM TER TANTAS REGRAS! PARA PROVAR QUE AMO AQUILO VERDADEIRAMENTE TENHO QUE OBDECER A TANTAS REGRAS PORQUÊ? Quem disse que tem que ser assim? Que frustração, a sério. E esta frustração toda dá o quê? Cansaço psicológico. E o cansaço psicológico dá o quê? Mau desempenho. E o mau desempenho dá o quê? Má fama. E a má fama dá o quê? Vontade de desistir. E a vontade de desistir dá o quê? Depressões. E depois morre-se. Estou a gozar.
Mas basicamente é isto.
Nota 1: Há dias em que me apetece mesmo deixar tudo e voltar á minha vida normal. Um dia…
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH!

Terceiro dia

8 maneiras de ganhar o meu coração:
- ser quem é e não o que o mundo quer;
- sentido de humor;
- humildade;
- cheiro característico;
- com objectivos;
- sincero;
- aventureiro;
- compreensível.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Segundo dia

9 coisas sobre mim:
- gostava de ser uma fada;
- tenho duas cáries e não tenho dinheiro para arranjá-las;
- já tive bué piolhos;
- acho-me feia ahaha;
- com quem eu me rio mais é comigo própria;
- adoro a disney e irei adorar sempre, porque acho que deve fazer parte de qualquer pessoa;
- já não sei brincar;
- sou virgem e adoro;
- já pensei muitas vezes como seria eu ser mãe.

domingo, 19 de dezembro de 2010

10 dias, 10 coisas minhas.

Primeiro dia

10 coisas que tu gostarias de dizer a dez pessoas diferentes agora:

Pai – Tenho imensas saudades tuas e estou ansiosa pelo dia de Natal para estar contigo.

Ricardo Moreira – Obrigada por existires e estares aqui para mim. Áh e adorava que fosses mesmo para a escola de teatro, era loucura. Mesmo que já tenhas dito que sim, tenho a sensação que é bom demais para ser verdade. Tens a Sofia e muito dificilmente a deixas em troca do teatro. Não quero que o faças, aceitarei a tua escolha, só estou a dizer que era mesmo brutal ires :$

Cátia (prima) – Eu apercebi-me, magoaste-me e foi por isso que não fiquei lá. Eu estava fechada em casa a pensar “fogo, estou de férias, o que é que eu estou aqui a fazer? Tenho saudades delas, vou á Arrentela”, eu adoro estar com vocês e vocês são umas falsas. Agora podem esquecer que eu existo até ao ano que vem. Fiquei magoada a sério e agora não quero olhar para a vossa cara. Ás vezes acho que não merecem o que vos dou de mim. Não são as prendas que me dão que me preenchem. Pelo contrário. Até porque as prendas que me dão são vazios, por muito boas que sejam. Até outro dia daqui a não sei quanto tempo. Bom Natal, bom ano.

Sofia – Queria estar contigo todos os dias estas férias. Do meu lado seria possível, agora do teu… Não te digo isto para não te dar chatices com os teus pais, nem te quero estar sempre a fazer pedir-lhes coisas. E também tens mais que fazer.

Filipa (irmã) – Por mim já terias 10 prendas só tuas na árvore, mas não tenho dinheiro.

Jani – Não quero que penses que só és alguma coisa para mim por seres quem és (a Sandra dos Morangos com Açúcar, a Thai da novela Sentimentos, a rapariga que entrou na Rebelde Way ou a apresentadora não sei do quê na SIC K). Eu gosto imenso de ti porque és uma pessoa fantástica, cheia de talento, super humilde e sei lá, tens um brilho muito próprio e é quase impossível não gostar de ti. És exemplar. Pronto, não sou mais chata. Vou-me calar.

Ricardo Gomes – Para sempre.

Bia Fernandes – Apetecia-me ir dormir á tua casa e passarmos um dia juntas a rir que nem umas perdidas, mas devo 27€ á tua mãe e tenho vergonha, por isso esquece.

Liane – Eu acredito que ainda vais fazer cair muitos queixos. E tu também acreditas que eu sei.

João Vasco – Eu estava mal da voz. Não lhe menti, esta é a verdade: eu estive mesmo doente. Fiquei triste comigo pela prestação na Brízida, não pense que fiquei a babar-me de mim própria. Quero melhorar muito para a próxima peça. Peço desculpa por todas as vezes que lhe desrespeitámos ou fizemos ficar sem paciência, deviamos ter mais consciência da pessoa que temos ao nosso lado. Obrigada por não nos ter deixado e não ter desistido de nós. Espero que não desista, isso também nos ajuda a seguir em frente. Obrigada, muito obrigada. Prometo começar a ser melhor aluna em Janeiro de 2011. Bom Natal e um própero ano novo, professor.

Esta é para mim porque estou a precisar:


Prendas...

Não tenho dinheiro! Isto revolta uma pessoa.

O meu herói de pantufas e guitarra na mão

És o meu herói. Admiro-te imenso. Conseguiste. Apartir de hoje vou lembrar-me desta vossa história e tenho a certeza que me dará força para muita coisa. Lutar, todos dizerem que não és capaz e no final saíres vitorioso. É incrível. Com todos os indícios de que já não conseguias e era melhor desistires, tu continuaste e mostraste que com o tempo até um urso aprende a dançar.

Eu disse que não te deixava até saíres com um sorriso nas ventas.

P.S.- Para todos aqueles que tiverem tristes no amor, desiludidos, cegos ou prestes a desistir vejam o filme “O amor acontece”. Este filme mudou uma história. Mesmo aqui ao meu lado. Nunca desistam daquilo em que acreditam.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Não contes a ninguém


Ás vezes apetece-me deixar tudo e ir embora.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Uma fiambrada pela cara. Duas fiambradas pela cara. Três fiambradas pela cara.

Podes fazê-lo. Faz. Impurra-me. Eu não me importo. Eu quero é ver-te bem. Quando chegar o dia em que eu estiver farta que me façam coisas destas e queira virar tudo do avesso, tenho direito, porque até agora sempre estive caladinha e engoli tudo. Não quero que esse dia chegue depressa. Nããooo, não é preciso. Eu vou estando para aqui com as minhas coisas enquanto eles são felizes com a minha ajuda. Não faz mal. Só magoa um bocadinho. E quem não aguenta esse bocadinho? Tantos bocadinhos que já aguentei… Espero depois não ter que atirá-los á tromba de alguém que apareça na minha vida na altura em que eu já estou farta de acumular esses tais bocadinhos.
Não te preocupes comigo. Se até agora não te preocupaste não precisas de te preocupar. Preocupo-me eu contigo. Isso chega. Não sei como é que a Inês A ainda não saiu da cápsula para mandar um grito a alguém. A Inês B está farta de gritar para a Inês A sair, mas ela diz que ainda não é hora e se calhar ainda vai demorar uns anos. Por um lado é bom, assim não se gasta tão depressa. Se com a idade que eu tenho a Inês A se pusesse já a gritar ia tudo ser mais rápido e mais curto. A Inês B vai gritando algumas coisas que não aguenta, mas como respeita quem quer manter o silêncio redime-se e cala-se. Não te vou dizer que a Inês A também não se revolta e desmancha. Ela tem as suas quedas, está numa cápsula mesmo por isso, é de vidro. Mas ainda há outra Inês que não sei que letra é que consegue acalmar as duas que tenho referido. A coisa ainda se gere.

Portanto não te assustes. Não é desta que te viro as costas e “estou-me a cagar”. Ainda falta. Por isso ainda podes contar comigo. Podes contar comigo para tudo. Para te ver feliz eu sou capaz de dar uma volta ao mundo em cuecas, ou então não, mas quase isso. O que significa que tudo o que fizer por ti é á séria e com todo o meu coração. Não queria que desprezasses isso, mas pronto. Vá, faz o que quiseres. Aproveita. Aproveita enquanto a Inês A não acorda.
A tua sorte é que as 3 Inêses te adoram imenso.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sim, tu.


Eu acho que tu és aquela gaja que me vai ajudar a escolher o vestido de casamento e a que vai gritar (de excitação) comigo antes de me casar.

Váá, diz lá: Mas tu não te querias casar!

Meu tropinha, 'brigadão


Uma palavra de incentivo:

BOORAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA !

Tony, Tony...

Eu gostava que me soubessem responder ao porquê de o Tony Carreira ter tanto sucesso.
Não é que me importe muito e também não interfere com a minha felicidade, mas faz-me um pitz de comichão…

O que é isto? Opa, não tenho nada contra, a sério, mas... Enfim.

Ervilhas com bichoo

Eu não pensei que fosse aquilo que me falta-se. Era, era, era! Eu voltei. Sabes quando vais viajar, e adoras ir viajar e para onde vais e isso tudo, e depois tens que te vir embora e saber isso até é bom porque estás de volta á tua casa e ás tuas coisas? Aquela sensação de chegares á TUA casa… Sabes? É isso que sinto. Respirar fundo já não é só um respirar fundo de cansaço ou de estar farta ou até mesmo de falta de ar. É um respirar de alívio, de conforto e de AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH!
Falta-me a palavra. Mas tu percebeste, é isso.

Bia, já tinha mesmo saudades de abrir a boca e tu rires-te com tudo o que digo. Há 3 meses que me tinham feito esquecer que eu até tenho alguma piada.

OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA

Era o que mais faltava

SE EU SEI QUE A FAZES SENTIR MAL E SOZINHA EM VEZ DE A ACONCHEGARES COMO ELA PRECISA EU APERTO-TE O GARGANETE!
Que fique bem claro.

Isso não pode ser assim


Antes era a ditadura, as pessoas não podiam sequer abrir a boca. Depois deu-se o 25 de Abril e as pessoas passaram todas a achar que tinham o poder de tudo. Liberdade? Siiiim… Mas liberdade também tem uma regra. Liberdade é um direito, podemos fazer tudo o que queremos com a regra de não poder magoar os outros nem destabilizar o seu espaço . O que as pessoas ainda não perceberam.
Contigo passou-se o mesmo. Sempre te calaste e engoliste tudo, eras ingénua e pouco forte para saberes erguer a tua armadura (sim, sempre a tiveste), deu-se o “25 de Abril” na tua vida e tu começaste a achar que por isso ter acontecido agora tinhas o direito de mandar tudo pelo ar sem olhar ao que importa. Tens o direito de estar mais segura e confiante, orgulho-me de ti por teres conseguido erguer a tua armadura, mas não tens que magoar ninguém só porque agora tens todas as tuas decisões na ponta da língua.
Mas o pior, pior é que não sei se tens. Acho que é só fogo de vista.

Palavras minhas e do M.

T.P.

Eu chego e sento-me aqui. Tu chegas e sentas-te ali. Olhas para mim e não encontro ponta de expressão na tua cara. Eu sorrio-te sem nunca receber troco. Mantens-te ali, fazendo do silêncio uma barreira para nós. Passados uns segundos ela entra e senta-se ao teu colo. Tu sorris, aconchegas-a para ti e dizes-lhe coisas bonitas baixinho. Dás-lhe presentes e atenção, brincas com ela. Ficam assim uma eternidade. Enquanto em mim cresce a revolta.
Ela olha para mim e vem ter comigo, finalmente alguém me dá sinais de que eu estou realmente viva. Sabe quem sou e diz “Não o chames pai, chama Zé!” e volta para perto de ti. A revolta continua a crescer. Tu continuas a dar-lhe atenção e mimos. Ela já nem dá valor ao que fazes por ela, pois sabe que te tem ali. Estás-lhe garantido. És pai, é suposto estares. Eu se calhar também pensava assim e tu foste-te embora. Que pena.
Ela vem ter comigo e tenta brincar a alguma coisa. Mas tudo de uma maneira muito forçada, como quem faz um favor só mesmo por simpatia ou porque tem que ser e porque parece bem. Ela não sabe brincar e as tentativas são falhadas, só me magoa e ri-se que nem uma perdida. E a revolta cresce.
Tu chama-la de novo e continuas a dar-lhe tudo o que ela não merece. Eu começo a chamar por ti. Levanto-me da cadeira e tento falar convosco. Nem sequer para mim olham. Eu toco-te no ombro e sorrio, a revolta já crescida ainda não me deita ao chão.
Sento-me de novo e começo ás voltas na cadeira. A revolta corroi e eu não aguento. Não tenho que aguentar mais. Grito. Vocês páram e olham para mim. Torno-me alguém. Vêm ter comigo e mostram-se preocupados. Agora? AH!, é tarde. Mas é tarde mesmo. Eu vou-me embora. Caguei.