sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Surpresa* 2009/2010


Vamos andar com a cassete para trás, pode ser?

Bia- Inês, vais passar o ano novo onde?
Inês- Em casa. Porquê? Há outra saída?
Bia- Há! Queres passar comigo?
Inês- SIIIMMM! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Bia- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Acredita que há muito tempo que não me sentia assim. Foi isso que mais gostei. Sentir-me em família. Não estava com a minha, mas ali, era como se estivesse com uma nova. Estava longe do meu mundo. Aquele tempo todo antes da meia-noite, tu Bia, fizeste-me esquecer que não podia ter tudo o que mais queria. A tua irmã adora-me (passa o tempo a dizer que sou linda e cheiro bem -.-) e a tua mãe tratava-me como se já vos pertence-se de nascença. Se não, foi o que me transmitiu. Rimos, Comemos, brincámos ás escondidas (fiquei com um galo por causa disso, bati com a cabeça na gaveta das cuecas da tua mãe, é o que dá esconder a pares), cantámos, dançámos, e eu sozinha brinquei a "esconder a piuga da Margarida". Cantei singstar com o nosso professor de ciências fisicas e químicas do 7º ano, foi muito querido (foi uma das surpresas da noite, passar o ano com ele). Foi tudo isto que me fez esquecer o que não queria lembrar, mas não por muito tempo. Era quase meia-noite, e o meu sorriso começou a sumir. Apesar de o esboçar para todos, já não gargalhava. Sorriso amarelo, sabes? Fomos para a varanda. Eu odeio passas, então resolvi pedir os meus desejos com amendoins. Escrevemos os desejos num papel e estavamos mais ansiosas para os pedir do que para passar o ano. Encostei-me á varanda. Meia-noite. Comecei a pedir os desejos. Os foguetes em Lisboa, Cascais, Barreiro, Almada e mais não sei onde, dispararam. As pessoas das janelas ao lado mandavam balões e confetis. Todos vocês gritaram e saltaram (a Margarida ficou 10 minutos a gritar, não sei como não morreu ali ._.). Eu pedi os primeiros 8 desejos. Já tinha a boca tão cheia de amendoins ainda por mastigar que pus mais dois na boca e disse "QUERO TUDOO!", os outros foram fora (só mais dois, porque é que não os comi?). Enquanto vocês ficaram aos gritos, a rir e a pular, eu parei. O momento que eu não queria chegou. A saudade de todos os que não posso juntar voltou. De um momento para o outro senti-me sozinha. E tentei não chorar. Consegui. A alegria da tua irmã impediu-me (os gritos, vá), confesso. Pus-me a fingir que estava a ver os foguetes. Na verdade não vi nada. Senti-me muito longe. De maneira a que só Ele me ouvisse, disse "Obrigado por tudo!". Eu já te tinha dito para, se me visses assim, não dizeres nada. Deste-me um beijinho na cara. Quando consegui voltar a vocês e esquecer aquela saudade, gritei também.

Foi uma grande noite. Obrigado também Bia. Não passei na praia. Nem na neve. Nem com todos. Nem sozinha. Passei contigo e com a tua família.

Sofia, eu na varanda olhei para o céu para ver se te via, mas ontem não haviam estrelas.

1 comentário:

  1. Agora sim... Senti-me triste :c
    Pqe é que não haviam estrelas no céu quando tu mais percisavas!? ;______;
    Mas sabes que eu estou sempre lá mesmo que não me vejas não sabes? AMO-TE @
    (temos que falar :c)

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é o quê? fala beeemm