sábado, 27 de novembro de 2010

Cozinheiro de excelência

Ao bom cozinheiro que tu és:
Abriste-me as portas do teu restaurante, sem quase olhar o tipo de cliente que eu era. Ou então fizeste-o sem eu perceber. Tens uma entrada convidativa. Sentei-me e já calculava mais ou menos o que trazia o menu, tinham falado imenso de ti e sentia que já te conhecia de ginjeira. Estava ansiosa por ver o que eras mesmo capaz de fazer naquela cozinha. Escolheste por mim. E não esperei muito até ter a comida pronta e quente á minha frente no prato. Pareceu-me ser apenas uma entrada, disseste que não te tinha dado muito trabalho que era simples, mas de chorar por mais. Só me lembro da primeira garfada e depois o prato vazio. Estava verdadeiramente sublime. Queria chamar-te para te dar os parabéns, mas já sei como és. Um elogio eleva-te demasiado. Penso que viste na minha cara que achei aquela entrada divinal. Ficaste a observar-me o tempo inteiro. Interessava-te que eu gostasse, não que fosse importante para ti.
Na tua cozinha só tu tens lugar. Acho que poucas ou quase nenhumas foram as pessoas que lá entraram. Parece que esconde um segredo enorme. Bem, afinal de contas é lá que se passa tudo. É esse sítio que faz o teu negócio crescer. Uns dizem que os teus menus são sempre os mesmos e estão fartos de lá ir. Outros não se cansam dos mesmos sabores porque te amam enquanto cozinheiro e sabem que sabes variar a ementa. Tens um jeito tão teu. Nunca vi nada assim. Pareces não precisar da ajuda de ninguém. Achas que sozinho chegas a tudo o que quiseres. E até é um bocadinho verdade. Tens cabeça suficiente para segurar tudo. Isso já eu vi mais que bem. Não deixas que nada falhe para o teu lado, porque se correr mal para alguém não te importa. Mas se um dia o teu restaurante deixar de ter cliente sei que acabas contigo.
Consegues sempre surpreender-me. Depois de lá ter ido a primeira vez, houve outra em que me serviste em primeiro lugar a sobremesa. Eu sempre comi tudo sem medo do que iria saborear. Eu confiava em ti. E acho que ainda confio, apesar de já teres cometido uns descuidos.
Falas pouco. Limitas-te simplesmente a agir. As tuas mãos e a tua cabeça são as únicas coisas que trabalham. Gostava de saber a tua história. De onde vieste e como nasceu essa paixão. Quem é que tiveste - se é que esteve alguém - contigo na tua vida. Pelo que sei, a vida já te ensinou muita coisa. E tu tiraste proveito disso para te dedicares ao que és hoje: um Cozinheiro de Excelência. Pouca gente conhece esse teu jeito. O restaurante não está ao saber de todos. Mas eu acredito que um dia te darás a conhecer ao mundo. Porque sei que no fundo queres.

Adeusinho, até depois.

Eu vou desistir, mas na descontra. Não tenho sorte nenhuma.
E não me venham chamar de coitadinha, é bem verdade. Eu melhor que ninguém sei do que estou a falar.

Calorzinho no coração

Há dias em que reparo que és enorme e que fazes muita falta na minha vida [diariamente].

domingo, 7 de novembro de 2010

As minhas palavras

choraste, incrível.

sábado, 6 de novembro de 2010

Personagem


"Nome: Brizida Vaz
Quem foi e quem é?
Brizida Vaz nasceu num meio pobre. Teve uma infância difícil e triste. Sempre sonhou muito alto e sempre ambicionou sair do meio em que viveu até aos 16 anos. Aí fugiu, sem olhar a mais nada. Pois achava que os pais viviam da maneira que viviam por culpa própria e ela achava que não era aquilo que lhe pertencia. Quis mostrar aos pais que podia ser muito mais que aquilo em que eles sempre se mantiveram. Por tempos viveu na rua e aí cresceu imenso e tornou-se numa pessoa falsa, pois foi a única maneira que ela arranjou de se sentir bem consigo própria. Era uma infeliz, mas não queria admiti-lo. Tinha falhado a tentativa de ir ser feliz. Revoltada e sem outra opção, entregou-se á má vida. Tornou-se prostituta. E apartir desse momento quis por um ponto final em tudo o que já tinha passado. Quis esquecer e seguir com uma nova vida. E foi aí que ela achou ter encontrado o amor e quem realmente lhe desse o que ela achava que merecia. Sem nunca mais voltar a casa, manteve-se nessa vida durante longos anos até se tornar dona de um bordel pela experiência que já tinha. Deu guarida e trabalho a muitas raparigas novas que tinham histórias semelhantes á sua. Achava-se muito religiosa e dava-se muito a Deus. Encheu-se de dívidas e tinha imensos problemas com os tribunais. Mesmo assim achava-se uma grande senhora por ter conseguido tudo o que conseguiu na sua vida. Fazia-se de coitada para conseguir o que queria e era muito orgulhosa de tudo o que tinha a seu poder."

Bem, acho que está bom. Agora esta história tem que passar a ser a minha.

PC 1ªA

Senti-vos, finalmente!
Senti o calor á nossa volta quando nos sentámos no chão em roda.
Vi que não é só um ou outro de vocês que importa, são todos.
Cada um de vocês é um.
Somos todos diferentes, mas temos a maior coisa de todas em comum: O TEATRO.
Isso ninguém nos tira. Está dentro de nós. Temos a mesma meta.
Agora é que consegui ver a sorte que tenho em estar onde estou, as PESSOAS que tenho á minha volta e o quanto elas me dão todos os dias e o quanto me fazem crescer.
Estou tão feliz.
Ainda não tinha reparado que vocês estavam ali. Estão mesmo.
MUITO, MUITO OBRIGADA!
Estamos juntos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

coisinha interessante

Clássicos Gregos & Latinos
Sófocles - Rei Édipo, página 15:
"Dura é a aprendizagem do tempo, porque é na queda que ela se opera."

vocês;

Nunca é tarde demais. Corre, procura o teu caminho. Não pares. Ganha certezas. Tudo o que perderes é porque tinha que ser perdido. Continua! Cala bocas. Cria desafios todos os dias. Se doer é sinal que estás vivo. Aprende a ouvir o que não queres e a ficar calado. Dá sempre o teu melhor. Agarra os TEUS momentos como se fossem uma vida. Dá valor ás pequenas coisas, porque essas sim, vão fazer coisas enormes. Sê humilde, se tiveres que chegar alto chegas sendo como és. Protege-te. Toma conta de ti. Faz sempre mais que aquilo que achas que consegues. Não te esqueças de respirar fundo. Obedece. Observa. Não uses máscaras. Não deixes que alguém comande a tua felicidade. Chora o quanto precisares. Sente o que está á tua volta. Respeita. Aproveita o que tens. Aprende com tudo o que for possível. Engole as injustiças e cresce com elas. Trabalha. Encara o cansaço como esforço e dedicação da tua parte. Orgulha-te de ti. Surpreende-te. Sê forte e dá força. Não reclames e faz o que te compete. Concentra-te. Habitua-te a ter pouco tempo para a vida fora do teu sonho. Dá tempo ao tempo. Estabelece metas. Ganha estômago. Entrega-te de alma e coração. Soa. Sente-te a explodir. Procura calor humano. Não desistas, porque isso não é opção. Ouve. Joga como equipa, mas pensa primeiro em ti. Confia. Não fumes ! Dá valor a quem te apoia. Não desistas das pessoas, todas têm um lado bom. Sê curioso e vai descobrir. Cresce, mas para dentro, para ti. Sê simples. Não dês desculpas, tens a obrigação de na próxima fazer melhor. Aguenta sempre mais um bocadinho. Aprende a guardar um segredo. Sente. Espera. Controla-te. Grita. Aplaude. VIVE!

marota

Como é que se esconde um portátil numa aula de psicologia?
Não sei, mas está escondido e eu estou a escrever.
Era suposto esta ser uma boa aula e que me desse interesse… É pena.
Ela está para ali a falar de hipnose. Hipnotizada está ela e pensa-se alguém -.-
E tenho dois colegas na minha turma que estão neste momento a puxar os boxers para cima e a dizer “suck my…” qualquer coisa.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Caldeirada

Tem sido tudo muito complicado. Estás feito um nabo e eu tenho pena de ti. Sou tua amiga e faço dos teus problemas os meus. Não te largo enquanto não estiverem fora da jogada. Sou a única que tem estado contigo, mais ninguém tem paciência (não quero dizer o porquê agora). Pouca gente acredita que tens coração. Mas eu já o vi e já não me importa o que foste, mas sim o que és neste momento.
É difícil ter força quando mais ninguém acredita em nós, só nós próprios é que nos guiamos, mas eu agora estou contigo. Calma. Quando dizes que não tens mais força e que não consegues, eu sei que dentro de ti ainda há alguma coisa que te faz levantar. E levantaste. Caímos os dois e levantamos os dois.
Não chores, assim enferrujas. Eu queria estar contigo para travar esse choro, mas não estou, então choro contigo. Assim enferrujo eu também.

Estamos juntos, não quero que te esqueças disso.

Porque é que vocês andam sempre tão feias?

Saltos altos? SALTOS ALTOS! Porquê? Sinto que tenho mais responsabilidades em cima e não quero. Tenho uma grande dificuldade em ver-me mais velha que aquilo que sou. Vejo que há coisas que são todas tão mais fáceis de resolver tendo a minha idade que quero que seja assim sempre. E é aí que vou ter problemas. Eu sei agir com cabeça, não me sinto propriamente uma criança, mas também não quero ser um adulto. Não quero usar saltos altos. Não quero.