quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma coisa tão pequenina, faz um estrago tão grande. AI RICARDO!

Os ponteiros dos relógios só andam para a frente. É pena.
Ficarás para sempre. E o resto não me interessa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Fez-se luz.

Dei por mim sentada ao colo de quem nunca esperei estar. Da minha família. Tornou-se o meu refugio. Antes quem me aconchegava eram os meus amigos, eles faziam-me esquecer as coisas menos boas. Sem notar, cheguei-me para perto da minha família por já não sentir o calor da amizade. Parece que uma casa que eu já ia há muitos anos perdeu o cheiro característico que a envolvia. Agora, entrar lá já não é igual. É isso que sinto. Ultimamente muita coisa se foi embora. E muita coisa veio. Tanta coisa passou a fazer sentido. Tudo o que aconteceu, aconteceu porque tinha que acontecer. Já não tenho perguntas a fazer, as respostas chegaram ás minhas mãos. A tristeza e desilusão que sinto têm que desaparecer. Porque depois delas vem a LUZ e delas não preciso. Por agora, ainda sinto que o meu coração levou um sopro. E uma parte sua desapareceu. A parte em que tudo era perfeito á sua maneira.
As pessoas mostraram-se diferentes daquilo que eu esperava. Os tantos amigos fugiram-me por entre os dedos. E vi que a confiança tem muito que se lhe diga. Ou nada. A única coisa que neste momento me parece segura e verdadeira é a família. E foi por isso que a vida me juntou a ela. Assim não chegarei a sentir-me sozinha, assim as coisas são mais fáceis. Não tenho exactamente o que quero por isso dedico-me a outras coisas não menos importantes. Até não sentir a falta de nada. Estou a aprender a não sentir. Tornou-se fácil pensar nas coisas que vou deixar para trás. Este Verão é uma despedida da escola normal; dos sítios onde cresci; das rotinazinhas; das contínuas e dos professores muito fofos da José Afonso; dos passeios em que a mamã fazia hambúrguers para morfar e que cantámos no autocarro; das aulas com a Sofia ao meu lado; das baguetes e dos frescos; dos meus 3 anos de aulas de TEATRO com aquele ser humano fantástico que vou levar na minha algibeira para Cascais; das saídas durante a semana; dos intervalos com o 9ºD; do Super Turmas; das festas de pijama a meio do ano; do "não me apetece estudar"; do apanhar um grande bronze atrás do pavilhão com óleo Johnson; dos dois autocarros para ir para casa e para a escola; daqueles cheiros e sabores; do SPOT; da conversa nas aulas; das roupas que ainda há pouco tempo me serviam e deixaram de servir á toa; do chegar a casa cedo; dos meus 50kg; dos ténis da berg; da minha irmã me levar á escolinha; do fazer a cama (sim, vou ficar sem tempo); da escolaridade obrigatória; do tomar o pequeno-almoçoatrás na mesa da sala; das minhas madeixas; do acordar e já ser dia; da escola enorme e dos pavilhões; do meu 7º, 8º e 9ºC. É o começo de um mundo novo, melhor e muito meu. Já me mentalizei disso.

RS -

Desapareceste.